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Mobilidade urbana na crise

Um dos aspectos atuais mais relevantes na organização das cidades está ligado à mobilidade urbana. Sobretudo em um país como o Brasil, diante de um cenário de redução de investimentos em infraestrutura de transportes, provocado pela crescente crise econômica, as limitações das políticas públicas de transporte coletivo trazem um desafio logístico e ambiental aos governantes.

Na prática, a questão maior é avaliar como as cidades, diante deste novo cenário de contenção econômica, poderão controlar, a um só tempo, o trânsito difícil com milhares de veículos automotores disputando espaços em ruas e avenidas a cada ano. Os municípios terão ainda de se preparar para impedir o avanço da poluição provocada pelos combustíveis.

Estas questões remetem a mudanças profundas nos padrões tradicionais de mobilidade e na perspectiva de cidades mais justas e sustentáveis. Justamente com esse foco temos a Lei Federal 12.587/2012, que trata da Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU). Ela contém princípios, diretrizes e instrumentos fundamentais para o processo de transição da realidade atual para o ambiente mais adequado, com ganhos ambientais, econômicos e de qualidade de vida para o cidadão.

Nesse contexto, prefeitos e vereadores das centenas de cidades paulistas têm excelente oportunidade de adotar uma gestão mais sustentável em suas regiões, tendo em vista que essa legislação federal sugere a integração da política nacional com os programas regionais de desenvolvimento urbano e perspectivas políticas setoriais de habitação, saneamento básico, planejamento e uso adequado do solo.

Algumas das medidas previstas na lei federal são emblemáticas e muito úteis na gestão cotidiana dos municípios. Por exemplo, dar prioridade no uso dos serviços de transporte público coletivo e incentivo ao desenvolvimento científico-tecnológico de energias renováveis e menos poluentes. Em paralelo, a legislação preconiza, também, financiamento do subsídio público da tarifa de ônibus, trens ou metrô. Mais ainda, dedicação de espaço exclusivo nas vias públicas para o transporte coletivo e modos de transporte não-motorizados.

Nesse sentido, a instalação de ciclovias – integradas aos transportes públicos coletivos – é um ponto relevante. Grandes cidades do mundo já avançaram no sistema. Berlim, por exemplo, tem 750 quilômetros de ciclovias; Nova York,  675; Amsterdã, 400. No Brasil, os destaques ficam com o Rio de Janeiro, com 240 quilômetros, e Curitiba, 118.

A cidade de São Paulo possui 263 quilômetros de ciclovias e a prefeitura pretende,  até o final do ano, elevar essa marca para 400 quilômetros. Não podemos nos esquecer de que o maior exemplo do Estado paulista é Sorocaba, com 115 quilômetros de pistas exclusivas para bicicletas. Estes municípios, com certeza, já assimilaram parte da Política Nacional de Mobilidade Sustentável, que apoia sistemas de locomoção que aumentem a qualidade de vida, reduzam a poluição e acabem com o caos no trânsito. E ainda temos muitas outras novidades como serviços de transportes individuais com motoristas, tipo Uber, Cabify e WillGo, além de transporte compartilhado de passageiros. Uma coisa é certa, independente da velocidade das mudanças, os sistemas de mobilidade nas grandes cidades sofrerá uma gigantesca transformação nos próximos anos.

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Texto elaborado por Rodolfo Sonnewend (r.arquiteto@arquitetosdacriatividade.com.br).

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Marketing na crise

Como gestor e consultor em Marketing Estratégico há mais de 20 anos, posso confessar que nunca presenciei tamanho quadro de negativismo promovido pela crise econômica que encobriu o cenário operacional de diversas empresas no Brasil. O departamento de marketing na crise é o mais afetado dentre as áreas das empresas, também prejudicadas mas ainda vistas como essenciais para o funcionamento da companhia.

Nos últimos tempos, diversas empresas já tiveram seus resultados afetados e, de alguma forma, sentiram os efeitos negativos no andamento dos seus negócios. Essa situação normalmente leva as empresas a adotarem uma posição mais defensiva, repensando suas estratégias e principalmente promovendo o corte de custos desnecessários.

No atual cenário, enxugar custos que não trazem retorno para o negócio é de extrema importância. No entanto, nesse momento de alerta em muitas empresas é possível notar um ponto em comum: as áreas de Marketing são uma das primeiras e mais afetadas durante a crise, envolvendo desde o orçamento em si até decisões maiores, como corte de pessoas, players potenciais e até fechamento dos departamentos. Isso determina o cenário do marketing na crise.

Não tenho dúvidas de que a resposta para esta ação parece ser muito simples, pois muitas empresas ainda veem o Marketing como uma simples área de apoio, que, quando traz resultados, os mesmos são extremamente intangíveis, além de gerar uma enorme quantidade de gastos. Para este momento que exige corte direto na carne das instituições, temos a certeza de que a forma como uma área de Marketing trabalha e se posiciona afeta diretamente o modo como ela é vista dentro das corporações.

Tipos de marketing na crise e em todos os momentos

E, com a mais absoluta certeza, os resultados que são conquistados pelo Marketing afetam diretamente a percepção da empresa sobre a sua função. Para tanto, detectamos que existe uma diferença muito grande entre uma área de Marketing que se posiciona como “geração de despesas” e entrega resultados intangíveis e outra, que ao contrário, é um “investimento no negócio” para trazer mais resultados tangíveis para a empresa (veja a referência para tal teoria aqui).

As diferenças entre as percepções das áreas são bastante diferenciadas, pois uma área de Marketing que se posiciona como geradora de despesas está preocupada com métricas e estratégias que não estão vinculadas aos resultados de vendas buscados pelo negócio. Em geral estão apenas pensando na construção de uma marca forte por meio do “branding”, intangível a curto prazo. Estas áreas elaboram o planejamento pensando no uso dos valores dos “budgets” e na perspectiva de uso (gastos) destas verbas. Mesmo assim, vale ressaltar que o “branding” é extremamente importante, porém, no ponto de vista do marketing na crise, ele representa muitas vezes mais despesa do que resultados por apresentar efeitos a longo prazo e não imediatos.

Em conversa com alguns renomados consultores, detectamos que o Marketing na crise brasileira deve trazer resultados práticos e comerciais a curto prazo. Foi-se citado que, no Brasil, todas as ações devem estar focadas em vendas ou na geração de leads para a promoção das ações de vendas em curto prazo. Sob esta ótica, não restam dúvidas de que os gestores de negócios estão objetivando que cada investimento em Marketing na crise deverá ser fracionado e realizado em ações pontuais durante o ano todo, pois assim é possível comparar resultados planejados com aqueles realmente atingidos e a partir de então reconsiderar ou não as estratégias adotadas.

Como exemplo prático do Marketing que gera apenas despesas e costuma mensurar seus resultados baseados em métricas da vaidade, podemos citar uma empresa que desenvolveu uma campanha no Facebook e o departamento, de forma míope, analisou apenas os números de Likes atingidos, não demonstrando para a empresa o quanto ela gerou em negócios com esse investimento. Já no caso de um anúncio em revistas e jornais, demonstraram apenas o quanto isto impactou no fortalecimento da marca e não no resultado prático das vendas.

Como apresentar resultados?

Não temos dúvidas de que este tipo de pensamento de Marketing precisa ser modificado de forma extrema, pois todas as ações realizadas devem ser medidas de acordo com os ganhos que trouxeram ao negócio. Sob está ótica é possível apresentar resultados como:

  • Análise do aumento de clientes em detrimento aos Custos para Aquisição destes novos Clientes – CAC;
  • Análise dos custos em detrimento a aquisição de novas oportunidades de negócios e por último;
  • ROI (Return on Investiment), de forma que demonstre-se para o cliente (investidor) o que e quanto a sua área ou ação está trazendo de forma prática e a curto prazo para o negócio.

O Marketing que gera resultados existe para dinamizar os negócios dos clientes. Neste ambiente, suas ações práticas permitem a valorização dos seus profissionais e players envolvidos nas campanhas, além de criar uma consciência da importância das estratégias de Marketing para o crescimento dos negócios em qualquer época, principalmente nos momentos de crise.

Agora, se o marketing não materializar estes resultados, fica difícil manter os investimentos em qualquer período, principalmente durante um momento de crise.

Você concorda com essa visão? Como gerar resultados imediatos em tal cenário econômico de retração financeira? Comente!

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fale conosco marketeiros da criatividade

Texto elaborado por Rodolfo Sonnewend (r.arquiteto@arquitetosdacriatividade.com.br).

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Marketing político e suas armadilhas

Nunca antes na história brasileira o marketing político alterou de forma tão drástica a vida dos brasileiros. Nestes dias que antecedem a importantes mudanças no cenário político, o Brasil está praticamente parado à espera do que ocorre na cidade criada por Kubitschek. Neste compasso de letargia dos negócios, não poderia ser diferente: os tentáculos do marketing político exibiram seus efeitos novamente. Há poucos minutos antes do fechamento desta matéria, tivemos contato com a notícia do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP – MA) havia anulado a votação do processo de impeachment que ocorreu na Câmara no mês passado por considerar falhas de procedimentos jurídicos daquela casa.

Devemos temer erros e frustrações promovidos pelo Marketing político

Fatos como este geram uma série de postulações que imediatamente se transformam em “motes” de campanhas que são trabalhados pelos Homens estrategistas do marketing político para a criação de suas comunicações de massa que, dependendo do grau de responsabilidade, podem gerar danos irreversíveis para a saúde nacional e internacional dos negócios brasileiros.

Um bom exemplo do que este cenário pode provocar foram as frases de efeito amplamente divulgadas pela estratégia de marketing criada pelo casal João Santana e Mônica Moura para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Nesta plataforma de comunicação são expressas 10 postulações que se demonstraram, com passar do tempo, serem inverdades. Entre algumas destas frases podemos citar: “a crise vem de fora”, “a oposição quer acabar com o reajuste do salário mínimo”, “o programa político de Marina Silva reduzirá à pó a política industrial brasileira”, “precisamos de um pouco mais de inflação para não perder empregos”, “nunca foi feito tanto pelos pobres neste país”; entre tantas outras frases de expressão que rechearam aquela campanha. Hoje também não faltam frases como: “o governo de Michel Temer irá acabar com a política social conquistada”, “estou sofrendo um golpe” e muito mais.  Mantendo uma postura apolítica, temos que reiterar que esta fase de marqueteiros contadores de histórias no Brasil está provocando uma crise fora do controle em nosso país e esta matéria sinaliza para a necessidade da criação de uma série de procedimentos que promovam maior responsabilidade dos nossos profissionais de marketing no momento em que vão construir campanhas que poderão ser irresponsáveis se estiverem estruturadas apenas em supostas inverdades.

Nossa atual conjectura sociopolítica

Outro objetivo deste texto é o de criar um alerta para que os leitores também fiquem atentos a eventuais inverdades e falsas promessas que são ventiladas em nossos meios de comunicação, podendo gerar tomadas de decisões financeiras catastróficas. Frente a esta sopa de acontecimentos, podemos citar alguns desdobramentos: caso o impeachment seja aceito, o próximo presidente interino não irá mudar da noite para o dia; o quadro de desemprego que assola o país; os problemas decorrentes da brutal diminuição da arrecadação tributária; a situação econômica dos estados e municípios e as infinitos problemas de gestão pública que estarão eventualmente na pauta do futuro presidente pelos próximos meses.

Os marqueteiros do futuro governo deverão atentar para os perigos que a decepção de suas histórias poderão promover na sua sociedade e, acima de tudo, às reações de suas estratégias de comunicação, uma vez que estão falando com um povo brasileiro em situação econômica crítica, como:

  • 8,5% da população economicamente ativa desempregada (aproximadamente 11.5 milhões de pessoas);
  • Mais de 100 mil empresários que tiveram seus negócios fechados até o momento;
  • Jovens frustrados da geração nem-nem (entre 15 a 29 anos) são os mais afetados pela situação econômica do país devido à falta de políticas públicas de saúde e educação;

E isso é somente um panorama geral da atual população, sem contar também com a ausência total de uma política de controle real das extorsivas taxas de juros, que já superam os 300% ao ano e impedem negociações realistas e também a falta de incentivos à empréstimos produtivos junto às instituições financeiras para recuperação da indústria e do comércio.

Criar uma falsa esperança recheada de um marketing político de ilusão poderá ser trágico e fatalmente gerará um desiquilíbrio na ordem social do país. Marketeiros de plantão, fiquem atentos!

E então, você concorda ou discorda que o marketing político afeta a população? Comente e deixe sua opinião!

Texto elaborado por Rodolfo Sonnewend (r.arquiteto@arquitetosdacriatividade.com.br).