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Marketing político e suas armadilhas

Nunca antes na história brasileira o marketing político alterou de forma tão drástica a vida dos brasileiros. Nestes dias que antecedem a importantes mudanças no cenário político, o Brasil está praticamente parado à espera do que ocorre na cidade criada por Kubitschek. Neste compasso de letargia dos negócios, não poderia ser diferente: os tentáculos do marketing político exibiram seus efeitos novamente. Há poucos minutos antes do fechamento desta matéria, tivemos contato com a notícia do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP – MA) havia anulado a votação do processo de impeachment que ocorreu na Câmara no mês passado por considerar falhas de procedimentos jurídicos daquela casa.

Devemos temer erros e frustrações promovidos pelo Marketing político

Fatos como este geram uma série de postulações que imediatamente se transformam em “motes” de campanhas que são trabalhados pelos Homens estrategistas do marketing político para a criação de suas comunicações de massa que, dependendo do grau de responsabilidade, podem gerar danos irreversíveis para a saúde nacional e internacional dos negócios brasileiros.

Um bom exemplo do que este cenário pode provocar foram as frases de efeito amplamente divulgadas pela estratégia de marketing criada pelo casal João Santana e Mônica Moura para a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Nesta plataforma de comunicação são expressas 10 postulações que se demonstraram, com passar do tempo, serem inverdades. Entre algumas destas frases podemos citar: “a crise vem de fora”, “a oposição quer acabar com o reajuste do salário mínimo”, “o programa político de Marina Silva reduzirá à pó a política industrial brasileira”, “precisamos de um pouco mais de inflação para não perder empregos”, “nunca foi feito tanto pelos pobres neste país”; entre tantas outras frases de expressão que rechearam aquela campanha. Hoje também não faltam frases como: “o governo de Michel Temer irá acabar com a política social conquistada”, “estou sofrendo um golpe” e muito mais.  Mantendo uma postura apolítica, temos que reiterar que esta fase de marqueteiros contadores de histórias no Brasil está provocando uma crise fora do controle em nosso país e esta matéria sinaliza para a necessidade da criação de uma série de procedimentos que promovam maior responsabilidade dos nossos profissionais de marketing no momento em que vão construir campanhas que poderão ser irresponsáveis se estiverem estruturadas apenas em supostas inverdades.

Nossa atual conjectura sociopolítica

Outro objetivo deste texto é o de criar um alerta para que os leitores também fiquem atentos a eventuais inverdades e falsas promessas que são ventiladas em nossos meios de comunicação, podendo gerar tomadas de decisões financeiras catastróficas. Frente a esta sopa de acontecimentos, podemos citar alguns desdobramentos: caso o impeachment seja aceito, o próximo presidente interino não irá mudar da noite para o dia; o quadro de desemprego que assola o país; os problemas decorrentes da brutal diminuição da arrecadação tributária; a situação econômica dos estados e municípios e as infinitos problemas de gestão pública que estarão eventualmente na pauta do futuro presidente pelos próximos meses.

Os marqueteiros do futuro governo deverão atentar para os perigos que a decepção de suas histórias poderão promover na sua sociedade e, acima de tudo, às reações de suas estratégias de comunicação, uma vez que estão falando com um povo brasileiro em situação econômica crítica, como:

  • 8,5% da população economicamente ativa desempregada (aproximadamente 11.5 milhões de pessoas);
  • Mais de 100 mil empresários que tiveram seus negócios fechados até o momento;
  • Jovens frustrados da geração nem-nem (entre 15 a 29 anos) são os mais afetados pela situação econômica do país devido à falta de políticas públicas de saúde e educação;

E isso é somente um panorama geral da atual população, sem contar também com a ausência total de uma política de controle real das extorsivas taxas de juros, que já superam os 300% ao ano e impedem negociações realistas e também a falta de incentivos à empréstimos produtivos junto às instituições financeiras para recuperação da indústria e do comércio.

Criar uma falsa esperança recheada de um marketing político de ilusão poderá ser trágico e fatalmente gerará um desiquilíbrio na ordem social do país. Marketeiros de plantão, fiquem atentos!

E então, você concorda ou discorda que o marketing político afeta a população? Comente e deixe sua opinião!

Texto elaborado por Rodolfo Sonnewend (r.arquiteto@arquitetosdacriatividade.com.br).

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