Um mercado que Um mercado que movimenta mais de 90 bilhões de reais ao ano.

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Por: Rodolfo Sonnewend – sócio gestor da Arquitetos da Criatividade e criador dos conceitos de Diversidade Assistiva com foco em  Marketing e Publicidade Assistivos.

“Criar soluções em marketing e comunicação absolutamente diferenciadas e inovadoras para o mercado”, foi com este conceito que nasceu, em abril de 2008, a Arquitetos da Criatividade Publicidade e Propaganda. Fundada por Rodolfo Sonnewend, um profissional de comunicação e marketing com muitos neurônios de inventor, criativo e desenvolvedor de novos negócios; a empresa sempre aplicou este “toque especial” nos seus projetos de pesquisas de mercado, campanhas publicitárias, planejamento de mídia, ações de merchandising, promoção, campanhas de endomarketing, incentive, estratégicas de Inbound marketing, marketing digital, processos de treinamento, branding e comunicação visual.

A vontade de criar novos mercados e negócios sempre fez parte do DNA da Arquitetos, pois desde 1991, quando o seu fundador  participou diretamente com o saudoso – Renato Reis Barbosa, no projeto de criação da Tele Sena – um dos maiores cases de sucesso do mercado financeiro de Títulos de Capitalização, toda esta experiência provocou uma intensa mudança na sua forma de ver o mundo dos negócios. Anos mais tarde, outras tantas experiências enriqueceram ainda mais este cenário, como o seu projeto de estruturação dos processos das operações de Crédito Consignado Veicular; a criação e implantação de alguns modelos de shopping para veículos seminovos; desenvolvimento e implantação do conceito de feirões para venda de veículos novos e seminovos; estruturação e implantação do conceito   de  e-commerce (B2B); da revolução dos processos de desenvolvimento da Comunicação Técnica no Brasil; da estruturação das bases conceituais para a criação do sistema de Comunicação Jornalística Mobile (Selfie Notícias); do planejamento estratégico para a criação do cartão de relacionamento “Animal Card”; enfim, tantos outros projetos e propostas inovadoras, nos mais variados segmentos de mercado,     e  que hoje mudaram o dia a dia dos consumidores brasileiros.

Em meados de 2017, para comemorar o seu décimo aniversário de vida no próximo ano, a Arquitetos iniciou algumas pesquisas de mercado com o objetivo de desenvolver um novo planejamento estratégico comercial e implantar uma mudança em suas atividades,  pois estávamos decididos a não sermos apenas mais uma prestadora de serviços para o mercado de comunicação e marketing.

Afinal, em um cenário fortemente afetado pelas crises política e econômica; um mercado cada vez mais competitivo com o ingresso de uma quantidade imensa de novos prestadores de serviços, oriundos do desemprego e da mudança nas relações trabalhistas; de um ambiente produtivo constantemente modificado pela implantação de soluções em mídia digital; além de muitas outras contingências transformadoras que, cada vez mais, estão contribuindo para levar a maioria das agências e até o próprio conceito de propaganda a perder espaço e a relevância que tinham; portanto  havia chegado o momento de mudar!

Desde cedo, sempre me interessei por filosofia e lia muito sobre os homens que passaram por nossas culturas com a missão de esclarecer ainda mais a humanidade. Um destes pensadores é o Dalai Lama, um grande líder religioso do budismo Tibetano, que em um de seus ensinamentos, cita: “ O período de maior ganho em conhecimento e experiência é o período mais difícil da vida de alguém”.

No início de 2017, época que iniciávamos a busca de novas oportunidades de negócios, e ainda continuávamos a atender nossos clientes de forma convencional, tivemos que desenvolver um material para uma apresentação comercial de um cliente; aproveitando o mote da campanha, sugeri a frase do Dalai Lama para enfatizar as soluções que a empresa havia encontrado frente às adversidades do seu mercado. Só foi neste momento, que percebi que esta frase também resolvia a nossa busca por novas oportunidades, pois me lembrei de que no final   de 2010, sofri um grave acidente doméstico, que me levou a quase perder o seu pé esquerdo, além de me transformar em um PCD (Pessoa com Deficiência) – adquirida, depois de mais de três anos com inúmeros tratamentos, infindáveis sessões de fisioterapia, além de nove intervenções cirúrgicas.

Sempre havia pensado: esta tragédia me consumiu três anos da minha vida, recheados com muito sofrimento e amargura; mas também me trouxe uma gigantesca experiência, “um período de grande ganho segundo Dalai Lama …”, pois entre um centro de reabilitação e outro, conheci muitos PCD´s, pessoas com deficiências física e motora, que também estavam no processo de tratamento; percebi, então, um novo mundo cheio de inéditas experiências. Em meados de 2013, um outro enriquecedor acontecimento estava por vir. Durante uma viagem, que fiz ao Balneário de Caldas Novas – GO, ainda se utilizando de um andador para se locomover e com o objetivo de participar de sessões de hidroterapia, tive a oportunidade de conhecer Patrícia Arakaki; uma pessoa com deficiência visual, que me ensinou muito sobre a sensibilidade e a forma de perceber o mundo das pessoas com este tipo de deficiência. Quem já teve a oportunidade de assistir às suas palestras, sabe que suas histórias nos remetem a uma profunda reflexão e nos fazem chorar o tempo todo. Só para ter uma ideia das fortes emoções que estavam presentes neste encontro, na época, ela estava realizando sua última viagem; antes de se tornar uma pessoa completamente cega. Patrícia trabalhava no RH da Bolsa de Valores de São Paulo e, foi através dela que também conheci o universo da Lei  de Cotas, além de poder utilizar a minha experiência como jornalista e ajudá-la no processo de entrevistas de dezenas de pessoas com deficiências adquirida e congênita, um rico material utilizado para estruturar a sua apresentação, que a transformaria em uma das maiores palestrantes do setor com os temas: “Não quero sair do espelho! ” e “Gente Mudando a Gente! ”.

Sabendo que tínhamos muito que aprender e construir, desde 2014, não parei mais de escrever, entre um trabalho e outro, sobre os conceitos que estruturariam o desenvolvimento de uma agência de publicidade exclusiva para o público PCD, um mercado que passou me fascinar e também deveria entusiasmar, de forma comercial, a todo o empresariado; pois movimenta mais de 90 bilhões de reais ao ano em ticket médio de consumo e, ainda segundo o Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 24% da população brasileira é composta por pessoas que possuem algum tipo de deficiência. Isto nos remete a aproximadamente 45 milhões de brasileiros, só para uma simples comparação: estamos falando de 97% da população de toda a Espanha, um mercado sem a atenção devida por uma grande parcela do empresariado brasileiro que reclama, pois, seus negócios andam mal.

E, neste caso, é importante salientar que para cada conquista de um PCD, você leva de brinde sua família e amigos, que passam a fidelizar o seu produto e/ou serviço pelo respeito que sua empresa demonstrou para aquela pessoa tão carente nos processos de atendimento de maneira geral.

Outro dos meus discursos é que se não trabalharmos diferenciadas ferramentas de comunicação para a maioria das pessoas com deficiência, estamos deixando de lado aproximadamente 25% da população brasileira, e em um momento em que estamos saindo de  um quadro de crise, este poderia ser um grande canal para o crescimento de muitos negócios. Um bom exemplo disto, está nas ações comerciais de venda de veículos com isenções, um mercado que cresceu em média 360% em 8 anos e, mesmo durante o apogeu da crise, não parou de crescer.

Sem dúvidas, este é um mercado altamente potencial, apesar de existir um paradigma de que a maioria das pessoas com deficiência são pobres. Isto está completamente errado, pois este universo de consumidores potenciais está dividido em: 42% pertencentes às classes A e B e 44% estão inseridos na classe C; além de terem uma renda mensal média de R$ 1.790,00. Vale também dizer que aproximadamente 63.4% das pessoas com deficiência – tem deficiência adquirida, como é meu caso e não congênita, então é impossível para quem é rico ficar pobre por se tornar uma pessoa com deficiência.

Mas a falta de interesse pelo empresariado, de maneira geral, ficou clara durante um estudo promovido pela ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) em 2015 sobre a Lei de Cotas, que já existe há 21 anos. Os resultados são alarmantes, sendo que 67%  dos entrevistados afirmaram, de forma reservada, possuírem resistência para entrevistar ou contratar pessoas com deficiência, já 88% dizem que sentem falta de informações sobre as maneiras de aplicar a inclusão delas no mercado de trabalho. E, ainda 86% dos entrevistados declararam que a contratação ocorre apenas para cumprir a lei de cotas, sendo que apenas 3% acreditam no potencial e somente 2% estão no processo por valorizar a diversidade PCD.

Uma verdadeira falta de visibilidade e tato frente a este potencial mercado, além de um desconhecimento de estratégias de  endomarketing – esta ciência do marketing demonstra que antes dos consumidores, as empresas precisam atender bem aos seus colaboradores na arte do convencimento do consumo de seus produtos e serviços.

Estes resultados demonstram os desafios e o tamanho do universo a ser trabalhado, além das dificuldades e barreiras que teremos que transpor.

Mas, uma coisa é certa: esta percepção de mundo já está em processo de mudança! Em 2017, o programa da Globo News “Mundo SA” apresentou os produtos e serviços voltados para as pessoas com deficiência que, no mundo, já movimenta mais de 1 bilhão de dólares ao  mês. Sendo eles, o Hand Talk que faz a tradução do português para Libras, o Livox, para comunicação com pessoas com paralisia cerebral,    o Be My Wyes que conecta cegos com milhares de voluntários que aceitam a “emprestar a sua visão” para eles e a empresa de audiolivros Ubook. Recentemente, a loja virtual do Magazine Luiza passou a utilizar a solução do Hand Talk para se comunicar com os seus clientes   com deficiência auditiva no seu e-commerce e ainda temos o exemplo do Bradesco, que há muito tempo já desenvolve estudos de comunicação com o público PCD.

No início de 2017 já vislumbrávamos uma nova direção para os negócios da Arquitetos da Criatividade. Em maio, inscrevemos a Arquitetos como potencial colaboradora para a criação do Instituto Humanus para pessoas com deficiências e necessidades especiais, uma OSC, sem fins lucrativos, que na época tinha como principal objetivo, estudar e aprimorar os canais de comunicação das pessoas com deficiências o universo e vice e versa. Através do Instituto e a sua parceria com consagradas entidades do mercado especializadas nas mais variadas deficiências, a Arquitetos tomou contato com centenas de pessoas que certamente não tinham seus desejos de consumo atendidos plenamente pelo mercado fornecedor. Naquela mesma época, por pura falta de uma denominação ideal, ainda limitávamos o nosso público alvo em:  PCD (pessoas com deficiência) e PNE (Pessoas com Necessidades Especiais).

No início de 2018, depois de muitas pesquisas junto a cliente potenciais e consumidores, detectamos que o termo deficiência para público final gerava uma imagem mental não tão positiva para os empresários e, este era um dos grandes motivos pelo qual eles hesitavam em aproximar suas marcas deste público. Os resultados destes estudos indicavam que necessitávamos criar um termo diferenciado. Buscamos então inspiração na diversidade e foi através dela que afunilamos ainda mais o nosso perfil de consumidores e chegamos no conceito de Diversidade Assistiva, que engloba os Idosos, obesos e pessoas com deficiências na busca de soluções em acessibilidade que gere mobilidade de conhecimento através de processos de comunicação inclusiva.

Outro importante conceito que começávamos a trabalhar intensamente era o do Design Universal, o design para todos. Desenvolvido na década de 70, pelo Norte Americano Ronald Mace (03.08.1942 – 29.06.1998) este arquiteto cadeirante, desenvolveu 07 princípios que até então eram utilizados apenas na engenharia e arquitetura. Estes princípios parametrizam e criam estruturas para concepção de projetos    que atendam às necessidades de todos os usuários. Imediatamente, registramos esta marca no Brasil e iniciamos o processo de desenvolvimento dos princípios que promovem uma comunicação pata todos os consumidores.

Enfim, é neste cada vez mais gigantes universo de oportunidades que estamos trabalhando com uma abordagem completamente diferenciada, tecnológica e acima de tudo humanista. As experiências construídas na parceria da Arquitetos com o Instituto Humanus, nos levou a conhecer a Marta Machado, atuante na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Prefeitura da Cidade de São Paulo – onde se aposentou recentemente, foi também através do Instituto que começamos a participar da ABRIDEF (Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva), conhecemos o fantástico trabalho da Fundação Dorina Nowill para cegos, capitaneada pela   ex-primeira dama Dona Ika Fleury, e muitas outras entidade e trabalhos no setor da deficiência ou seja: nos abriu para uma experiência incomum neste mercado com gigantescas necessidades e desejos não atendidos.

Entendemos que estamos, a cada dia, escrevendo um capítulo da história da comunicação inclusiva e criando aqui um novo mundo, novos conceitos, novas ferramentas, novas culturas, enfim novas oportunidades de negócios.

Nesse momento, nosso desafio está no desenvolvimento de novos conceitos e denominações que já registramos como: Marketing assistivo, publicidade assistiva, coaching assistivo, arquitetura assistiva, engenharia assistiva e muitas outras soluções em design universal comunicacional; tudo para oferecer o que o nosso público consumidor mais precisa, respeito através da melhoria dos canais de comunicação, criação de soluções em acessibilidade da informação e geração de canais de mobilidade na compreensão do mundo que os rodeia. Afinal, somos “todos” clientes e consumidores. Lastreados neste conceito, também estamos desenvolvendo a Design Universal.

Uma Agência pioneira, especializada Marketing e Publicidade assistivos com prioridade para o público consumidor de pessoas da Diversidade Assistiva (idosos, obesos e pessoas com deficiências).

Afinal, os perfis dos clientes vêm mudando com o passar do tempo, o processo de inclusão precisa, cada vez mais, estar presente na sua realidade corporativa; pois hoje tanto o consumidor final, quanto o cliente corporativo tem a preocupação e o envolvimento com questões de sustentabilidade, impacto ambiental e social dos produtos e serviços consumidos. Hoje, também se tornou importante a composição e a valorização de suas equipes de trabalho, como a sua corporação aborda a diversidade e inclusão e, se a sua empresa converte estes valores em ações. Tudo isso valoriza e evidencia a imagem das corporações no mercado na hora do consumidor lembrar da sua marca.

Recentemente, uma pesquisa promovida pela Consultoria Edelman Earned Brand, divulgada no início de novembro de 2017, na Revista Época, revelou que 56% dos brasileiros dizem consumir ou boicotar marcas de acordo com o posicionamento delas diante de questões sociais relevantes. Isto só reforça o nosso convite de que sua empresa precisa estar engajada nos nossos processos de marketing e publicidade assistivos para reforçar as ações sociais de sua organização. Design Universal, uma nova proposta da Arquitetos da Criatividade para desenvolvimento de comunicação e marketing para um público que representa no Brasil mais que toda a população da Espanha. Aguardem novas publicações que vêm por aí.

1 responder
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